quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Prefeito de Ielmo Marinho se pronuncia após operação da Polícia Civil e afirma que fatos investigados são anteriores ao mandato

 

Foto: Reprodução

O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno (MDB), divulgou nota à imprensa nesta quarta-feira (28) após ser alvo de diligências da Operação Securitas, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro municípios do estado.

De acordo com a assessoria do gestor, Fernando Damasceno recebeu com surpresa a ação judicial realizada em sua residência. Na nota, o prefeito destacou que os fatos sob investigação teriam ocorrido em meados de 2023, período anterior ao início de seu mandato eletivo, que teve início em 2025, e que, portanto, não guardariam relação com a atual administração municipal.

Ainda conforme o comunicado, o prefeito afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e informou que sua defesa técnica aguarda acesso integral aos autos para adoção das medidas judiciais cabíveis. Fernando Damasceno reiterou confiança nas instituições, no Poder Judiciário e reforçou o compromisso com a transparência, destacando que a agenda administrativa do município segue mantida normalmente.

Operação Securitas

A Operação Securitas foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (28) pela Polícia Civil do RN, com apoio do Ministério Público do Estado e da Polícia Militar. As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

Segundo a Polícia Civil, o prefeito de Ielmo Marinho é apontado como líder de uma organização criminosa, que teria a participação de agentes políticos — incluindo detentores de mandato legislativo — além de um policial militar.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, Fernando Batista Damasceno foi preso em flagrante por embaraço à investigação. Conforme a polícia, o gestor teria arremessado valores em dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência, numa tentativa de ocultar provas.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher documentos, valores em espécie, armas, munições e dispositivos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Origem das investigações

As apurações tiveram início após uma ocorrência registrada no município de Ielmo Marinho, que apontava a presença de homens fortemente armados no interior da Câmara Municipal. De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuaria como segurança privada de um parlamentar, supostamente intimidando opositores políticos.

Na ocasião, foi apreendido um arsenal composto por armas de fogo e grande quantidade de munições, inclusive de calibres restritos, como .40 e .45, além de outros materiais.

Conforme a Polícia Civil, a operação busca esclarecer a possível prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

As investigações seguem em andamento.


Fonte: Ponta Negra News

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