A Justiça de Minas Gerais determinou, em decisão liminar, o afastamento do prefeito de Orizânia, Jonia Leite (PDT), pelo prazo de 90 dias, além do bloqueio de R$ 5,8 milhões em bens do gestor. A medida atende a uma ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apura um suposto esquema de fraude em processos licitatórios envolvendo o aluguel de máquinas pesadas.
Com a decisão, Jonia Leite está proibido de acessar qualquer dependência da Prefeitura, inclusive para retirada de objetos pessoais, bem como de emitir ordens, orientações ou recomendações a servidores públicos durante o período de afastamento. A administração municipal passa a ser comandada interinamente pelo vice-prefeito.
Segundo o MPMG, as investigações indicam que o esquema consistia na locação de máquinas pertencentes ao próprio prefeito para a Prefeitura de Orizânia, em flagrante conflito de interesses. Para supostamente ocultar a irregularidade, os contratos teriam sido formalizados por meio da emissão de notas fiscais fraudulentas em nome de familiares do gestor.
Ainda de acordo com o Ministério Público, os valores pagos por hora de serviço teriam sido artificialmente inflados, com o uso de planilhas adulteradas, registrando serviços não realizados ou executados com sobrepreço. Relatórios técnicos falsos também teriam sido elaborados, com a participação de fiscais do município, que atestavam a execução das atividades.
Os contratos investigados foram firmados por intermédio do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (Cimva), responsável pela celebração de dois acordos com a Prefeitura de Orizânia, um em 2022 e outro em 2024, que juntos somam R$ 8,2 milhões.
As investigações seguem em andamento, e o afastamento tem como objetivo evitar interferências na apuração dos fatos e preservar a integridade das provas.
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