Natal (RN) – A defesa da empresa DISMED Distribuidora de Medicamentos e do empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa afirmou, em nota divulgada nesta semana, que irá demonstrar a inexistência de qualquer conduta criminosa atribuída aos seus clientes no âmbito da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (27).
A operação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios, especialmente na área da saúde, envolvendo contratos firmados em municípios do Rio Grande do Norte. A DISMED e seu sócio foram alvos de diligências autorizadas pela Justiça Federal.
Segundo a defesa, a empresa atua há 18 anos de forma regular e contínua no comércio atacadista de medicamentos, exercendo atividade lícita, fiscalizada e reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades.
Esclarecimentos sobre valores apreendidos
Na nota, os advogados também contestam informações divulgadas por parte da imprensa sobre a apreensão de valores milionários. De acordo com a defesa, não procede a informação de que teriam sido encontrados montantes elevados de dinheiro, seja nas dependências da empresa, seja na residência do empresário.
Ainda conforme o comunicado, o valor localizado — cerca de R$ 52 mil — teria origem em atividade comercial lícita, seria compatível com o ramo farmacêutico e, por si só, não configuraria ilícito penal. A defesa destaca que o entendimento jurídico é pacífico no sentido de que a manutenção de numerário em residência não constitui crime, de forma isolada.
Interceptações e devido processo legal
Em relação a supostos diálogos interceptados que vêm sendo mencionados no curso das investigações, a defesa informou que aguarda acesso integral aos autos para realizar análise técnica do conteúdo, do contexto e da legalidade das provas, observando rigorosamente as garantias constitucionais.
Por fim, os advogados reiteraram respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, afirmando que aguardam o avanço das apurações “com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais”.
A Operação Mederi segue em andamento, e a Polícia Federal ainda não concluiu o inquérito. Até o momento, não há decisão judicial de mérito sobre as acusações.
Fonte: Nota oficial da defesa da DISMED e de Oseas Monthalggan
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