O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com a criação de 15.870 empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do saldo positivo, o desempenho potiguar foi o segundo pior da região Nordeste, superando apenas Sergipe, que registrou 15.457 novas vagas no mesmo período.
O saldo anual no RN resultou de 257.414 contratações e 241.544 desligamentos ao longo dos 12 meses. Dos cinco grandes setores da economia avaliados pelo Caged, quatro fecharam o ano no azul:
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Serviços: +5.218 vagas
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Indústria: +5.036
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Comércio: +4.722
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Agropecuária: +1.093
A Construção Civil foi o único setor com saldo negativo, com o fechamento de 208 postos de trabalho.
Apesar do resultado positivo, o ritmo de geração de empregos no estado caiu pela metade em relação ao ano anterior. Em 2024, o RN havia criado 34.156 vagas formais, mais que o dobro do registrado em 2025, segundo dados ajustados do próprio Caged.
No comparativo regional, a liderança no Nordeste ficou com a Bahia, que criou mais de 94 mil empregos, seguida por Pernambuco (72 mil), Ceará (49 mil), Maranhão (31 mil) e Paraíba (31 mil). No total, o Nordeste acumulou um saldo positivo de 347 mil vagas, o segundo melhor desempenho do país, atrás apenas do Sudeste, que somou 504 mil empregos.
Dezembro teve pior resultado desde a pandemia
Considerando apenas o mês de dezembro, tradicionalmente marcado por desligamentos, o Rio Grande do Norte registrou saldo negativo de 5.306 vagas, com 21.185 demissões e 15.879 admissões. O setor de Serviços liderou as perdas (-2.304), seguido por Construção Civil (-1.723), Agropecuária (-511), Indústria (-501) e Comércio (-267).
Esse foi o pior resultado mensal para o emprego formal no RN desde abril de 2020, auge da pandemia de Covid-19, quando mais de 10 mil postos de trabalho foram eliminados em um único mês.
Cenário nacional
No Brasil, o saldo de empregos formais em 2025 foi de 1.279.498 vagas, número 23,7% menor do que o registrado em 2024, quando o país criou 1.677.575 empregos. Apenas em dezembro, foram fechadas 618.164 vagas, o pior desempenho para o mês desde 2020.
Mesmo com a desaceleração, todos os cinco setores da economia fecharam 2025 com saldo positivo no país. O destaque foi o setor de Serviços, responsável por 758 mil novas vagas, impulsionado principalmente pelas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
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