Foto: Divulgação
A Prefeitura de Mossoró repassou R$ 14.880.641,59 à Dismed Distribuidora de Medicamentos Ltda, empresa que está entre os principais alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar desvios de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde.
Os dados constam no Portal da Transparência do município e indicam que os pagamentos à distribuidora ocorrem desde 2021, início da gestão do prefeito Allyson Bezerra, que também foi alvo da operação, tendo celular e notebook apreendidos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.
Somente em 2025, os contratos firmados entre a Prefeitura de Mossoró e a Dismed somaram R$ 5.712.409,39. A empresa foi contratada para o fornecimento de materiais médico-hospitalares de uso geral destinados à Secretaria Municipal de Saúde.
Apesar das investigações em curso, a Dismed participa, em 2026, de uma nova concorrência pública para o fornecimento de medicamentos destinados à farmácia básica das unidades de saúde do município. O processo licitatório ainda não foi concluído pela administração municipal.
De acordo com auditorias da CGU, há indícios de graves irregularidades na execução contratual, incluindo a compra de materiais que não teriam sido entregues, fornecimento inadequado de insumos e possível superfaturamento nos preços praticados por empresas contratadas por prefeituras.
A operação da Polícia Federal investiga contratos firmados por administrações municipais de diversos estados com empresas sediadas no Rio Grande do Norte, apontando para um esquema com possível alcance interestadual. Os investigados poderão responder por crimes como desvio de recursos públicos e fraude em contratações administrativas.
Registros da ação mostram agentes da Polícia Federal cumprindo mandados tanto na residência do prefeito de Mossoró quanto na sede da distribuidora Dismed, evidenciando a amplitude da investigação. Até o momento, a PF não divulgou o número total de mandados cumpridos nem o valor estimado do prejuízo aos cofres públicos.
Fonte: Portal da Transparência de Mossoró / CGU / Polícia Federal
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