O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu a possibilidade de o inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master ser remetido à primeira instância da Justiça após a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Federal. A informação consta em nota divulgada nesta quinta-feira (29) pelo gabinete do magistrado.
Segundo o comunicado, a eventual remessa só será analisada ao fim das apurações, com o objetivo de evitar questionamentos sobre a competência para julgar o caso e prevenir nulidades processuais. Para o gabinete de Toffoli, as investigações seguem em curso de forma regular e dentro dos parâmetros legais.
“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, afirma a nota.
O texto também ressalta que, em todas as frentes, as apurações continuam normalmente, com a manutenção dos sigilos necessários para não comprometer diligências ainda em andamento. A assessoria do ministro destacou, ainda, que o sigilo foi preservado desde o início do processo justamente para evitar vazamentos que pudessem prejudicar o trabalho investigativo.
De acordo com o gabinete, em 3 de dezembro de 2025, após análise preliminar dos autos, Toffoli determinou, em caráter liminar, a remessa do processo ao STF, mantendo e validando todas as medidas cautelares já autorizadas pelo juízo de primeiro grau, bem como o sigilo decretado inicialmente.
A condução do caso pelo ministro tem sido alvo de críticas nos meios político e jurídico, sobretudo em razão de medidas consideradas incomuns. O episódio ganhou novos contornos nos últimos dias após a revelação de que fundos ligados ao Banco Master adquiriram participação em um resort no Paraná pertencente a irmãos do ministro, fato que ampliou o debate público em torno da investigação.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Rosinei Coutinho / STF
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