Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro comunitário Orelha retornaram ao Brasil na noite desta quinta-feira (29) e foram recepcionados por uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina no aeroporto. Os jovens, que estavam em viagem à Disney, nos Estados Unidos, são suspeitos de envolvimento no crime de maus-tratos contra animal, que chocou o país no início de janeiro.
Durante a ação policial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com recolhimento dos celulares dos dois adolescentes, que agora serão analisados pela Polícia Científica para extração de dados. Segundo a corporação, outros dispositivos eletrônicos já haviam sido apreendidos em operação anterior. Os jovens também foram intimados a prestar depoimento às autoridades.
A polícia solicitou ainda a emissão do laudo de corpo de delito do animal, documento que integra o inquérito em andamento.
Caso Orelha
Orelha, um cachorro comunitário de aproximadamente 10 anos, era conhecido por moradores da Praia Brava, no litoral catarinense. No dia 4 de janeiro, ele foi brutalmente espancado por quatro adolescentes. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte, por decisão veterinária. O episódio gerou forte comoção nacional e ampla repercussão nas redes sociais.
De acordo com a investigação, os pais de dois dos adolescentes e um tio teriam coagido testemunhas e dificultado o andamento das apurações. Os três já foram indiciados, e as investigações continuam.
Outro caso de violência
Em paralelo, a polícia também investiga outro episódio recente de violência contra animais. Na cidade de Toledo, no Paraná, o cachorro Abacate foi morto com um disparo de arma de fogo, na última terça-feira (27). O autor do tiro ainda não foi identificado.
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