terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Governador de Santa Catarina repudia morte do cão Orelha e afirma que crime não ficará impune

 

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), manifestou-se publicamente sobre a morte do cão comunitário Orelha, brutalmente agredido por quatro adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), o chefe do Executivo estadual lamentou o crime e afirmou que atos de violência contra animais não serão tolerados no estado.

“O caso do cão comunitário Orelha ganhou o Brasil e o mundo. E eu digo com sinceridade: ainda bem. Ainda bem que a sociedade não aceita mais a crueldade. Ainda bem que a violência contra os animais não passa mais em silêncio”, declarou o governador.

Jorginho Mello afirmou ter ficado profundamente impactado ao tomar conhecimento do caso e destacou que o animal era dócil, não representava risco e era cuidado pela comunidade local. “Confesso que custei a acreditar. Adolescentes, jovens de famílias estruturadas, agredindo um cão por pura maldade. Orelha não era apenas um cachorro, ele fazia parte daquele lugar”, disse.

O governador também levantou reflexões sobre a gravidade do episódio e suas implicações sociais. “Esse episódio nos obriga a refletir: um jovem de 15, 16 ou 17 anos realmente não sabe o que está fazendo? O que alguém capaz de matar um animal indefeso pode se tornar no futuro? Que tipo de sociedade estamos formando?”, questionou.

Segundo Jorginho, a Polícia Civil agiu com rapidez, desde a solicitação feita pelo governo estadual, no último dia 16 de janeiro, até a operação realizada nesta segunda-feira, quando foram colhidas provas e cumpridos os trâmites legais da investigação.

“Não importa quem sejam, nem os sobrenomes que carregam. A lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida. Lamento que Santa Catarina esteja no centro de uma manchete tão triste, mas que essa dor se transforme em ação, mudança e proteção aos animais comunitários. O Orelha não será esquecido”, afirmou.

Investigação em andamento

De acordo com a Polícia Civil, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante as investigações.

Além dos menores, três adultos, familiares dos adolescentes, também estão sendo investigados por possível coação de testemunhas, conduta que segue sob apuração.

Caso confirmada a participação dos adolescentes, eles responderão por ato infracional, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte: Maria Eduarda Maia / Metrópoles
Foto: ND Mais

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