terça-feira, 7 de outubro de 2025

POLICIAL MILITAR DO RN É APONTADO PELA PF COMO MEMBRO DE QUADRILHA QUE FRAUDAVA CONCURSOS PÚBLICOS

 A Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa familiar acusada de transformar concursos públicos em um negócio milionário. O grupo, liderado pelo ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, teria favorecido filhos, irmãos e sobrinhos com aprovações fraudulentas em certames de alto prestígio, como o Concurso Nacional Unificado (CNU).

Segundo a investigação, o esquema incluía desde o repasse de gabaritos até a lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Entre os investigados está Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, policial militar no Rio Grande do Norte, apontado como um dos elos centrais da quadrilha. Ele teria utilizado uma clínica odontológica em Patos (PB) como fachada para movimentar valores ilícitos.

O núcleo da quadrilha contava ainda com Wanderlan Limeira, os irmãos Valmir Limeira de Souza e Antônio Limeira das Neves, o filho Wanderson Gabriel de Brito Limeira e a sobrinha Larissa de Oliveira Neves, cada um desempenhando funções específicas no esquema.

Larissa chamou atenção ao realizar a prova do CNU em Patos, mesmo morando em São Paulo, enquanto Antônio, agente penitenciário em São Paulo, chegou a se inscrever no concurso da Polícia Federal de 2025, evidenciando a tentativa do grupo de expandir influência até dentro das instituições que investigam os crimes.

As investigações mostram que Wanderlan e Valmir foram aprovados no CNU de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário inicial superior a R$ 22 mil, e que Larissa também constava entre os aprovados. Já Wanderson Gabriel, filho de Wanderlan, havia sido investigado em 2024 por fraude no concurso da Polícia Militar da Paraíba, quando uma candidata foi flagrada com ponto eletrônico.

O histórico criminal de Wanderlan inclui homicídio, roubo majorado, uso de documento falso, peculato, concussão e abuso de autoridade, mas, mesmo assim, ele conseguiu se infiltrar em cargos estratégicos, como no Banco do Brasil, além de ser aprovado no CNU.

De acordo com a PF, a quadrilha tinha como alvo concursos de instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Universidade Federal da Paraíba e Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas. Segundo os investigadores, a fraude não apenas gera prejuízo milionário com o pagamento de salários por décadas, mas também compromete a ocupação de cargos estratégicos por servidores sem qualificação adequada.

Fonte: 96 FM, com informações do Metrópoles

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