O Rio Grande do Norte descartou, nesta semana, o primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol registrado no estado. O caso havia sido identificado em Natal, após um homem dar entrada em um hospital da capital com alterações na visão — um dos sintomas característicos da contaminação pela substância.
O Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) foi acionado pela Vigilância Sanitária Estadual e realizou a coleta de amostras de sangue do paciente. A análise, feita com o auxílio de um cromatógrafo gasoso — equipamento capaz de detectar o metanol mesmo em concentrações mínimas —, descartou a presença do composto químico. Após o resultado, o homem foi liberado e passa bem, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde de Natal.
O episódio ocorre em meio à preocupação nacional com casos de intoxicação por metanol, que já somam mais de 100 investigações em curso no país. Diante do aumento das notificações, o Procon Natal anunciou a intensificação das fiscalizações em bares, distribuidoras e restaurantes, com foco em verificar a origem e regularidade das bebidas comercializadas.
O metanol é um solvente altamente tóxico, frequentemente associado à fabricação e adulteração de bebidas alcoólicas ilegais. A ingestão da substância pode causar náuseas, confusão mental, dor abdominal e perda da visão, com sintomas que geralmente aparecem entre 12 e 24 horas após o consumo.
Em situações suspeitas, as autoridades orientam que o paciente procure atendimento médico imediato e que o caso seja comunicado ao Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). As amostras coletadas devem ser encaminhadas ao Itep, responsável pelas análises laboratoriais no estado.
Com o avanço dos casos — especialmente em São Paulo, epicentro das notificações —, o Ministério da Saúde classificou o problema como um Evento de Saúde Pública. Na quarta-feira (1º), a pasta instalou uma Sala de Situação Nacional para acompanhar e coordenar as ações de monitoramento em todo o país.
Fonte: Secretaria de Saúde de Natal / Itep / Agora RN
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