sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Tarcísio propõe referendo sobre prisão perpétua em 2026 e defende “mudanças radicais” na legislação penal

 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quinta-feira (27) que o país discuta a adoção de prisão perpétua para crimes específicos, propondo inclusive que a medida seja levada a referendo nacional nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante o Annual Meeting da XP Asset Management, em São Paulo, diante de representantes do mercado financeiro.

Tarcísio afirmou que o Brasil precisa promover “mudanças radicais” no marco legal para endurecer o combate ao crime organizado. Para ele, a adoção da prisão perpétua — atualmente proibida pela Constituição — não seria “nenhum absurdo” diante do cenário atual de violência.

O governador, que ainda não definiu se disputará a reeleição em 2026 ou a Presidência da República, voltou a elogiar o modelo de segurança pública adotado por Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Bukele implementou políticas de tolerância zero contra gangues, reduziu drasticamente os índices de criminalidade e, ao mesmo tempo, foi alvo de críticas internacionais por violações de direitos humanos. Seu estilo tem sido amplamente celebrado por grupos da direita e extrema direita ao redor do mundo.

Durante o encontro, Tarcísio relacionou diretamente segurança pública à atração de investimentos, afirmando que regiões inseguras afastam empresas e reduzem a competitividade econômica. Como exemplo de ações assertivas, citou as operações Escudo e Verão, conduzidas pela Polícia Militar na Baixada Santista, que resultaram em pelo menos 84 mortes, mas que, segundo ele, foram fundamentais para impedir o avanço de facções criminosas no litoral paulista.

As declarações surgiram em resposta a uma pergunta sobre o desempenho do Congresso Nacional em debates sobre legislação penal. Tarcísio defendeu que o Parlamento avance em medidas que “aumentem o custo do crime”, reforçando que o Estado não pode permitir que grupos criminosos se imponham sobre comunidades inteiras.

As falas do governador reacendem um debate sensível na política brasileira e colocam, mais uma vez, o tema da prisão perpétua — proibida desde 1988 — no centro da arena pública, às vésperas de um ciclo eleitoral decisivo.


AGORA RN

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...