A Armênia decidiu não participar da cúpula da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), marcada para 27 de novembro em Bishkek, aprofundando a crise entre o país e a aliança militar liderada pela Rússia.
A decisão ocorre meses após o governo armênio anunciar, em fevereiro de 2024, o congelamento de sua participação no bloco. Desde então, Erevan também deixou de pagar suas taxas de adesão, sinalizando um afastamento progressivo da organização.
O primeiro-ministro Nikol Pashinyan tem endurecido o discurso e afirmou recentemente que a OTSC passou a representar “uma ameaça à soberania” da Armênia. Segundo ele, a aliança falhou em oferecer garantias de segurança ao país, especialmente após os conflitos com o Azerbaijão.
O debate sobre uma possível saída definitiva da Armênia da OTSC já se arrasta há meses e ganhou força tanto no Parlamento quanto na opinião pública. O boicote à cúpula de Bishkek é interpretado por analistas como mais um passo rumo a um rompimento formal com Moscou e seus aliados regionais.
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