sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Expectativa de vida do brasileiro sobe para 76,6 anos e retoma trajetória de crescimento, diz IBGE

 

A expectativa de vida ao nascer no Brasil voltou a crescer e atingiu 76,6 anos em 2024, de acordo com as Tábuas de Mortalidade divulgadas nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço, embora moderado em relação a 2023 — quando o índice era de 76,4 anos — consolida a recuperação após o impacto da pandemia de Covid-19, que provocou uma queda inédita nos indicadores de longevidade do país.

Os dados mostram, mais uma vez, que as mulheres seguem vivendo significativamente mais do que os homens. Em 2024, a expectativa de vida feminina chegou a 79,9 anos, enquanto a masculina ficou em 73,3 anos, uma diferença que se amplia e reforça desigualdades persistentes.

Mortalidade infantil segue recuando

O levantamento traz ainda boas notícias sobre a mortalidade infantil, que caiu para 12,3 mortes por mil nascidos vivos — redução em relação aos 12,5 registrados em 2022. O progresso ao longo das últimas décadas é expressivo: em 1940, o indicador era de 146,6 mortes por mil nascimentos.

Segundo o IBGE, esse avanço está diretamente ligado ao fortalecimento da vacinação, à melhoria do pré-natal, aos programas de nutrição infantil, ao incentivo ao aleitamento materno e ao acesso ampliado a saneamento básico, educação e renda.

Idosos devem viver mais

O estudo também aponta que quem alcança os 60 anos tende a viver mais. Em 2024, um idoso dessa faixa etária tem expectativa de viver, em média, por mais 22,6 anos — sendo 20,8 anos para homens e 24,2 para mulheres. As estimativas consideram dados atualizados tanto do Censo Demográfico quanto do Ministério da Saúde.

Sobremortalidade masculina aumenta

A disparidade entre homens e mulheres volta a chamar atenção. Entre jovens de 20 anos, os homens têm 4,1 vezes mais risco de não chegar aos 25 do que as mulheres. O IBGE relaciona essa diferença sobretudo à violência, aos acidentes de trânsito e a comportamentos de risco, fatores que fazem a sobremortalidade masculina crescer de forma consistente ao longo das últimas décadas.

Projeções populacionais apontam queda após 2042

Atualmente estimada em 212,6 milhões de habitantes, a população brasileira deve atingir o pico de 220,43 milhões em 2041. A partir de 2042, começa um processo gradual de redução populacional, que pode levar o país a registrar 199,2 milhões de habitantes em 2070 — movimento semelhante ao já visto em países com envelhecimento acelerado.

Tendência global

No cenário internacional, a expectativa de vida média é de 73 anos, segundo a ONU, e deve alcançar 77 anos em 2050. O envelhecimento populacional também avança globalmente: somente em 2024, cerca de 588 mil pessoas completaram 100 anos no mundo.

O novo retrato demográfico brasileiro aponta avanços importantes, mas também evidencia desafios — especialmente no enfrentamento da violência e na preparação para uma sociedade cada vez mais envelhecida.


AGORA RN

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