segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Após prisão de Bolsonaro, PL articula ofensiva no Congresso e pressiona por anistia

 

O Partido Liberal (PL) inicia a semana em clima de mobilização total após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada no último sábado (22). Nesta segunda-feira (24), o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, se reúne com parlamentares da bancada para definir a nova estratégia política e legislativa diante do impacto causado pela detenção do principal líder do partido.

No centro das discussões estará o projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 — pauta que, para os bolsonaristas, ganha caráter de urgência após a operação que levou à prisão do ex-presidente.

A movimentação foi confirmada pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), após um encontro realizado no domingo (23) no apartamento do líder da oposição, Luciano Zucco (RS). O almoço reuniu também o senador Flávio Bolsonaro (RJ) e o deputado federal Hélio Lopes (RJ).

“Estamos solidários e organizando estratégias para avançar definitivamente no projeto da anistia. É uma questão de justiça para o presidente Bolsonaro e para todos os envolvidos no 8 de janeiro”, afirmou Sóstenes.

A reunião oficial da bancada está marcada para as 14h, na sede nacional do partido, no Setor Hoteleiro Sul, em Brasília.

Divergências internas sobre o texto

O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), evita o termo “anistia” e prefere classificar o projeto como uma revisão de “dosimetria” — focado no cálculo das penas. Ele manteve uma breve conversa com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar do assunto. Segundo interlocutores, Motta apenas concordou em retomar o debate, sem avançar no mérito nem indicar previsão de votação.

A decisão de pautar o projeto é exclusiva do presidente da Câmara, e, até o momento, não há consenso sobre a extensão da proposta: enquanto bolsonaristas defendem anistia ampla, o relator tenta manter um texto mais restrito.

A oposição, porém, afirma que a prisão de Bolsonaro representa um “fato novo” que tornaria urgente levar o projeto ao plenário — que já possui regime de urgência aprovado.

Mobilização política e impactos eleitorais

O senador Flávio Bolsonaro classificou a busca pela anistia como prioridade absoluta. “Vamos fazer nossa parte. A direita está cada vez mais unida porque está claro que isso não vai parar no Bolsonaro”, disse o parlamentar durante uma vigília de oração realizada no sábado à noite em apoio ao pai.

Além da pressão no Congresso, o PL tenta agora reorganizar sua estratégia para as eleições de 2026. A prisão do ex-presidente deve reconfigurar palanques regionais e afetar articulações em andamento.

Antes de ser preso, Bolsonaro havia solicitado autorização para receber 16 visitas nos dias seguintes, incluindo o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), e o ex-candidato à Presidência Padre Kelmon, além de outros aliados próximos — conversas que seriam voltadas justamente às próximas etapas do partido para o próximo ciclo eleitoral.


Informações da CNN Brasil

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