A vereadora Brisa Bracchi (PT) comemorou nesta terça-feira (25) o arquivamento do processo de cassação que tramitava há três meses na Câmara Municipal de Natal. Para ela, a decisão era “a única possível” após uma sequência de derrotas judiciais da Casa e o esgotamento do prazo legal de 90 dias previsto no Decreto-Lei nº 201/1967.
Vereadora contesta existência de novo pedido
Cobrança por tratamento igual no caso Luciano Nascimento
Desgaste institucional
Processo arquivado, mas denúncia pode voltar
O arquivamento ocorreu porque o prazo máximo de 90 dias — reforçado pela Súmula Vinculante 46 do STF — expirou na quinta-feira (20) sem que o relatório final fosse votado. Na prática, o caso perde validade, mas pode ser reiniciado, inclusive com os mesmos fatos e o mesmo denunciante, já que não houve julgamento de mérito.
A Câmara tentou votar o relatório duas vezes na semana passada, mas decisões do Tribunal de Justiça apontaram falhas nas notificações. O TJRN destacou que a Casa utilizou o prazo de 72 horas em todos os atos anteriores e não poderia reduzi-lo apenas na etapa final.
Comissão de Ética ainda analisa o caso
Apesar de ter se livrado da cassação, Brisa segue respondendo a um procedimento na Comissão de Ética, que pode resultar em advertência ou suspensão — punições mais brandas, mas ainda significativas.
A denúncia original envolve o evento cultural “Rolê Vermelho”, financiado por R$ 18 mil de emenda parlamentar. Dias antes da realização, a vereadora publicou vídeo afirmando que o encontro celebraria a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que motivou a acusação de uso político-partidário de recurso público.
AGORA RN
Nenhum comentário:
Postar um comentário