A narrativa de que o Bolsa Família desestimula a busca por emprego não resiste aos fatos. Os dados históricos mostram justamente o contrário: o período de maior criação de empregos formais no Brasil ocorreu no mesmo momento em que o programa social nasceu, se consolidou e foi ampliado.
Entre meados dos anos 2000 e o início da década de 2010, o país registrou sucessivos recordes de contratação com carteira assinada, ao mesmo tempo em que expandia políticas de transferência de renda e inclusão social. O avanço do Bolsa Família não apenas não reduziu a oferta de mão de obra, como também contribuiu para dinamizar economias locais, estimular o comércio e fortalecer a atividade econômica em centenas de municípios.
Em vez de criar dependência, o programa funcionou — segundo diversos estudos — como uma ponte para que milhões de brasileiros pudessem garantir necessidades básicas, permanecer estudando, buscar qualificação e, assim, acessar o mercado de trabalho em melhores condições.
Os números mostram que o mito não se sustenta: enquanto o Bolsa Família crescia, o emprego formal também atingia marcas históricas.
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