Um grupo de sócios do Parque São Jorge, organizado sob o nome “Salvem o Corinthians”, intensifica uma articulação para apresentar à Justiça um pedido formal de intervenção no clube. A iniciativa, ainda em fase inicial, deve ser protocolada no início de 2026 e mira a ruptura com o atual sistema político do Corinthians, apontado pelos integrantes como responsável direto pela profunda crise administrativa e financeira que levou a dívida alvinegra a beirar R$ 3 bilhões.
O movimento afirma já ter reunido cerca de 6 mil assinaturas e trabalha para ultrapassar a marca de 10 mil subscrições nos próximos meses. Paralelamente, seus membros analisam contratos, balanços e documentos públicos, na tentativa de consolidar um dossiê robusto que justifique a medida extrema.
A proposta prevê que, caso o Judiciário acolha o pedido, a gestão do clube seja transferida temporariamente para uma comissão formada por associados sem vínculos com os atuais grupos políticos — uma espécie de administração provisória destinada a reorganizar a instituição e impor transparência a processos considerados nebulosos.
A articulação surge no mesmo momento em que o promotor Cássio Conserino encaminhou uma representação sugerindo intervenção judicial no Corinthians, sustentada por indícios de irregularidades em diferentes gestões. Integrantes do “Salvem o Corinthians” afirmam não haver conflito entre as frentes, mas reforçam que o objetivo é evitar que a intervenção seja capitaneada por agentes externos cujos interesses não estejam claros para a comunidade corintiana.
A crise que abala o clube dentro e fora de campo agora ganha contornos jurídicos cada vez mais fortes — e o início de 2026 pode marcar um ponto de inflexão na história do Corinthians.
| Reprodução
Nenhum comentário:
Postar um comentário