domingo, 2 de novembro de 2025

POLÍCIA CIVIL PRENDE DOIS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS POR ENVOLVIMENTO NA MORTE DE VEREADOR NA PARAÍBA

 Investigações apontam que o assassinato de Peron Filho teria sido motivado por vingança política


Um novo e grave capítulo veio à tona no caso do assassinato do vereador Peron Filho, morto a tiros em 15 de setembro, no município de Pedro Régis, Litoral Norte da Paraíba. A Polícia Civil da Paraíba (PCPB) prendeu, nesta quinta-feira (31), cinco suspeitos de envolvimento no crime — entre eles, dois secretários da Prefeitura de Jacaraú.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por vingança política. O parlamentar vinha denunciando irregularidades no uso de recursos públicos municipais, o que, segundo os investigadores, acabou resultando em sua execução por pistoleiros contratados no Rio Grande do Norte.

A operação, batizada de “Parlamento”, foi deflagrada pela PCPB em conjunto com a Polícia Civil potiguar, reunindo provas técnicas e periciais que ligam os supostos mandantes aos executores. Entre os elementos colhidos, estão rastreamentos de GPS, registros telefônicos e imagens de câmeras de segurança que reforçam a linha de investigação.

O delegado Sylvio Rabello, responsável pelo caso, explicou que as prisões são temporárias, com duração de até 30 dias, e têm como objetivo aprofundar as análises técnicas.

“Havendo mais indícios, pediremos a prisão preventiva. Por enquanto, eles estão presos justamente para avançarmos na apuração”, destacou o delegado.

As investigações indicam ainda que o crime foi planejado em uma pousada da região, onde o secretário de Transportes de Jacaraú, Jeferson Carvalho da Silva, teria se reunido com integrantes do grupo criminoso para ajustar os detalhes da execução. O local da reunião e a proximidade com o estado do Rio Grande do Norte teriam sido escolhidos estrategicamente, facilitando a fuga dos executores após o homicídio.

O caso é conduzido pela 7ª Delegacia Seccional de Mamanguape, com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Unidade de Inteligência Policial (Unintelpol) e do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

As autoridades seguem com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a participação de cada um no crime que abalou o cenário político da região.

Fonte: Jornal A União
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Paraíba

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